O último poema

Uau quantas gaiolas em baixo da fumaça !
um suave passeio linear
sob os ombros de gandhi
quero uma fraca libertação
deixar a saliva verde escamada
secar

leia as lentes de nietzsche
e lhe cause qualquer lenta preocupação

está é ultima vóz da primeira manhã
está é a ultima facada a me tirar o quente dos olhos
o ultimo encontro com a morte
a ultima paixão
a ultima invocação aos antigos
o ultimo pedido a mente inquieta

o velho assidular ao canto da lingua
vamos foder a morte
faze-la se apaixonar
faze-la implorar por mais

estou cansado de uma farta certeza inutil
enquanto os homens de lenta expressão
geram sua vida de enfeite
suas mulheres dançam em alguma cama

estou cansado do gentiu ser mitologico
dançando em meu quintal
quero rejeitar a sua palída veneração
quero a tristeza a ser consolada

quero caminhar com alguem ao meu lado
sobre qualquer noite atrente
quero dentes em minha pele
e uma vontade de não acabar

quero uma fraca libertação

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