Frágil mártir


Eu olho pra você fingindo não sentir
meu corpo absover
o seu frágil mártir

Más você parece não notar
ao me decapitar
em fugas quase mudas
chantagens de olhar

Deixo a sua vóz me acordar
tenho as suas mãos ao meu dispor
seus lábios escorrem meu olhar
seus cílios destroem meu valor

Quero ser a pausa da respiração
ver a razão de tudo concordar
e que cada gesto mudo no seu coração
nunca te impeça de ficar

Não quero beijar apenas seu sorriso
preciso da tristeza pra te consolar
quero ensaiar a fundo seus perigos
eu não ligo se tudo falhar

Não quero moldar apenas seus defeitos
é o lindo geito da imperfeição
quero os leves traços do seu rosto
entre o gasto gosto da paixão

Quero infringir sem pressa sua beleza

Nenhum comentário:

Postar um comentário